: finanças descomplicadas para você
Aqui , falamos sobre gestão de contas e notícias financeiras com uma linguagem simples, para que você entenda tudo sem complicação.


Quanto se paga de impostos no Brasil
As taxas se dividem em impostos diretos - como o Imposto de Renda, por exemplo -, e indiretos, assim chamados aqueles que estão embutidos nos preços de produtos e serviços. Em 2023, a carga tributária bruta - soma da arrecadação federal, estadual e municipal - foi de 32,440% do Produto Interno Bruto (PIB) do país.
Ou seja, um terço do valor é recolhido pelo governo para integrar as contas públicas e financiar projetos em áreas como saúde, educação, cultura, segurança, transporte, desenvolvimento social e outras esferas.
Contudo, segundo estudo do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário, entre os 30 países com a maior carga tributária do mundo, o Brasil é aquele em que os impostos trazem menos bem-estar à sociedade, perdendo inclusive para Argentina e Uruguai. Ou seja, paga-se muito imposto em comparação com o retorno efetivo que ele gera para a sociedade.
Como é feita a cobrança dos impostos no Brasil
A cobrança é feita sobre a renda, os serviços, os produtos, as mercadorias e as operações financeiras. De acordo com o site do Ministério da Fazenda , em 2023, foram arrecadados cerca de R$2,32 trilhões em tributos, o que representa aproximadamente 21,27% de todas as riquezas produzidas no país. Em outras palavras, a cada 1 real que produzimos, o governo fica com cerca de 21 centavos.
Entender exatamente de onde sai esse dinheiro é importante, especialmente em um ano eleitoral, em que temos a oportunidade de escolher quem irá nos representar na elaboração de leis e na aplicação dos recursos
Quem ganha menos paga mais
Como a maior parte dos tributos que pagamos está embutida nos produtos e serviços que consumimos, quem ganha menos acaba pagando relativamente mais. Por exemplo: João recebe R$1 mil por mês, e Maria recebe R$ 10 mil; ambos têm a necessidade de comprar arroz, feijão e carne. Vamos imaginar que eles irão ao mesmo supermercado e comprarão a mesma quantidade desses produtos, somando R$ 60. Desse total, R$ 25 equivalerão a tributos e R$ 35 ao preço de custo e lucro do lojista.
Sendo assim, João acaba pagando 2,5% de seu salário em tributos, enquanto Maria pagará apenas 0,25%. Dessa forma, Maria, que ganha 10 vezes mais que João, contribui com a mesma quantia em impostos absolutos que ele. Porém, para ela, o valor é insignificante, enquanto para ele faz uma grande diferença.
Para começar, o provedor da família terá que pagar 15% de Imposto de Renda, tributado direto na fonte. Nesse caso, o salário já começa menor, em R$2.550. E considerando a cesta de consumo acima, o cidadão irá gastar em média um quarto do valor dos produtos e serviços que comprou em impostos. Usando a calculadora de Impostômetro pessoal, você pode fazer as contas de acordo com o que você ganha e gasta.
fonte da materia/febraban educação Destaques do Impostômetro em 2026 (até o momento):
Arrecadação Recorde: A arrecadação federal de janeiro de 2026 bateu recorde histórico, totalizando R$ 325,8 bilhões, indicando um ano de alta carga tributária.
Ritmo de Crescimento: O país superou a marca de R$ 800 bilhões em tributos totais (incluindo estados e municípios) logo no início do ano.
Comparação Histórica: Em 2025, o Impostômetro fechou o ano com um recorde de R
3,6 tri em dados preliminares), mostrando uma trajetória de crescimento contínuo na carga tributária.